Friday, December 26, 2008

Ânsia

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Sinto fome de beleza. Fazes-me sentir assim.

Sabes? Aquela beleza, que não é a que se tem. Essa, é fumo, pó e maquilhagem. Não... a beleza que se sente. Cá dentro. Se faz. Se mostra. Se vive. Se transpira nos poros. Se insinua no outro. E faz querer mais. Faz querer viajar, a dois, outra e outra vez. No mundo e nas ruas. Nos lençóis. Sinto-me viciado, na beleza que conheci em ti. Apetece-me prová-la. Em todos os seus sabores. Preparada das mais variadas formas. Comida sobre a mesa. À luz de velas. E inebriado com os mais lascivos dos odores. A noite está na cidade, da qual regresso. E a beleza que cruzei com os olhos lá fora... só me torna dolorosamente consciente da falta que sinto da única que entra no âmago do meu querer. Aquela que ainda me escorre, pela memória. Como fogo líquido.

A tua.



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