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No blog momentUS, a Ni voltou a criar Magia. Deixou as suas palavras voltarem a ser as suas. Não resisti. As horas convidam, numa necessidade, a dormir. Mas a necessidade de fluir ao sabor daquela correnteza feita prosa-poesia... foi maior.
O texto dela... está aqui.
No blog momentUS, a Ni voltou a criar Magia. Deixou as suas palavras voltarem a ser as suas. Não resisti. As horas convidam, numa necessidade, a dormir. Mas a necessidade de fluir ao sabor daquela correnteza feita prosa-poesia... foi maior.
O texto dela... está aqui.
E eu ousei... sem ceder a qualquer medo... escrever isto:
Não tenhas medo de ter medo. O medo é natural. É respeito, pelo que se viveu. Só não faças dele teu senhor. Ele é aviso, é memória. Mas não tem de ser trela, grilhão. É natural. Apenas e tão só. O Amor é medo e palpitação. E o medo é como sal do mar que tempera a Vida, a emoção. Que dá gosto, à palavra "ousar"! É carícia húmida, qual gota azul fresca, que arrepia e desperta. Pele fora. Soltando os aromas femininos que em ti sempre viveram. Realçando o olhar que sempre será sedução. Veste-te de cabelos e deixa a flor tornar-se jardim. Num toque de dedos e de Lua. E dança. Dança, como um Elfo da floresta. Numa cidade de rios, canais, e sonhos.
O gotejar da água acompanha o embalar da noite que precede a alvorada de todos os sonhos. Na Eterna Primavera de todos os encantos. Que nunca deixaram de ser, em ti.
...E num sussurro, responderia palavras que não têm tradução. Que seriam ditas em línguas mortas no tempo antes do tempo. Num juramento sagrado tecido do mais puro Amor.
Dir-te-ia... que sou teu. Em Felicidade imortal. No pleno da minha Liberdade.
Sou teu.
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